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História: Qual é a sua?

História: Qual é a sua?

Quando somos crianças, e até mesmo na adolescência, não temos a menor ideia de como será a nossa história de vida. Na verdade, nem mesmo estamos preocupados com isso. Nossas vidas simplesmente acontecem. Por isso eu peço que reflita. O que você é hoje? Está satisfeito com o rumo que teve na vida até aqui? Pois bem! O que você é neste exato momento é resultado de tudo que viveu.

Não estarei errado em afirmar que você deve estar satisfeito com algumas coisas em sua vida. Outras nem tanto, e ainda outras, completamente insatisfeito. Provavelmente você mudaria muitas coisas se pudesse. Mas, o fato é que não podemos mudar nada do que vivemos até hoje. Então devemos nos conformar, aceitar? Restando-nos apenas lamentar e sofrer de arrependimentos?

Definitivamente não! Isso me fez lembrar um trecho de uma música do Raul Seixas em que ele diz assim: “... eu calço é 37, mas meu pai me dá 36, dói, mas no dia seguinte, aperto meu pé outra vez, eu aperto o meu pé outra vez...”.

Será que precisamos passar o resto das nossas vidas usando um sapato apertado? Há muito que pode ser feito para mudar a história que iremos contar amanhã. E há também, uma estratégia muito eficiente para mudar a história que já está escrita. Bem, mas vamos por partes. Vamos primeiro tratar a história da vida que já passou.

Nosso passado

Você já ouviu falar sobre o caso de uma indústria de calçados que enviou dois profissionais para investigar o mercado em um país da África, para possíveis ações comerciais?

Então, resumidamente o caso é mais ou menos assim: Essa indústria de calçados enviou dois dos seus executivos para investigar o mercado em um país pobre da África, a fim de comercializar produtos de segunda linha, mas com preços acessíveis.

Ao retornarem ao Brasil, apresentaram relatórios individuais de suas visitas ao CEO da empresa. E para surpresa do Diretor, os dois relatórios tinham visões completamente opostas de um mesmo mercado.

O primeiro executivo apresentou um relatório bastante desanimador. Relatou que o mercado naquele país era pouco próspero já que por lá, todos caminhavam descalços. No máximo, um ou outro calçava sandálias feitas de uma espécie de capim. O parecer deste executivo é que a empresa deveria esquecer o investimento pretendido naquele país.

O segundo executivo apresentou um relatório bastante promissor. Muito animado, o executivo descrevia um mercado com grande potencial. Ele nunca havia presenciado tamanho potencial de sucesso, já que no país todos caminhavam descalços e já vislumbrava a venda de, no mínimo, um par de calçado para cada cidadão.

O que mostra esta história? Mostra que uma mesma história pode ser vista de várias formas. Mostra que podemos dar o sentido que quisermos para tudo, inclusive para aquilo que já aconteceu.

Portanto, pegue a parte da sua história da qual não gosta e dê a ela um novo significado. Ainda melhor! Dê o significado que você sempre sonhou dar a sua história. Faça da sua história, a melhor história de vida que alguém possa ter. Torne-a vibrante e poderosa, e a partir daí, passe a ter e contar à história que sempre sonhou para a sua vida.

Para o futuro

Agora que já tem o passado que sempre desejou, comece a construir o futuro dos seus sonhos.

Resignificar o passado nos permite viver uma nova vida, sem fantasmas, arrependimentos e lamentações. A partir de hoje, o que você viveu foi a melhor parte da sua história. É essa história que você vai contar daqui para frente. Aqueles pés descalços do passado foram uma grande oportunidade para calçar, hoje, os sapatos que desejar. Calce-os e desfile, mostre a todos o seu novo par de sapatos.

Agora, você já pode continuar cantando a música do Raul. “Pai eu já estou crescidinho. Pague para ver, que eu aposto. Vou escolher meu sapato e andar do jeito que eu gosto. E andar do jeito que eu gosto”, e continua,... “Pai, já estou indo embora. Quero partir sem brigar. Pois eu já escolhi meu sapato. Que não vai mais me apertar,...”. Você já conhece o caminho, agora é só viver o presente sem o peso do passado e de sapatos novos.

Varnei Campos

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